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By José Saramago

Livro do escritor português José Saramago, A caverna (2000) disseca, através da história de pessoas comuns, o impacto destruidor da nova economia sobre as economias tradicionais e locais. Trata-se da história de uma família de oleiros que vê sua vida transformada com a chegada de um grande centro de compras à cidade.[1]
O próprio shopping mall pode ser fisicamente comparado a uma caverna, mas a história vai além dessa comparação e traça paralelos inclusive com o mito da caverna de platão e a questão dos simulacros.

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Vez ficas em casa, o que valeu ao angustiado animal foi ter visto Marta dar dois passos atrás depois de ter entregado o sobrescrito ao pai, assim ficou o Achado ciente de que não o iriam deixar sem companhia, na verdade, mesmo constituindo cada parte, de per si, o todo a que pertence, como cremos que já deixámos demonstrado por a + b, duas partes, desde que estejam unidas, fazem muita diferença no total. Marta acenou ao pai um cansado gesto de adeus e voltou para casa. O cão não a seguiu logo, ficou à espera de que a furgoneta, depois de descer a ladeira para a estrada, desaparecesse por trás da primeira casa da povoação.

A voz de Marta soou do outro lado da porta, Pai, acorde, tem o cão à espera, Estou acordado, vou já, respondeu Cipriano Algor, mas imediatamente se arrependeu de lhe terem saído as duas últimas palavras, era pueril, era quase ridículo, um homem da sua idade a alvoroçar-se como uma criança a quem trouxeram o brinquedo sonhado, quando todos sabemos, pelo contrário, que em lugares como estes um cão é tanto mais estimado quanto mais cabalmente demonstre a sua utilidade prática, virtude de que os brinquedos não necessitam, e no que a sonhos se refere, se de cumpri-los se trata, não seria bastante um cão a quem ainda nessa noite tinha sonhado com um tigre.

Está aqui, anunciou o oleiro, Bem vejo, respondeu Marta lá de dentro. Cipriano Algor começou a fechar a porta, Está a olhar para mim, disse, Não será a única vez, Que faço, Ou fecha a porta e o deixa lá fora, ou faz-lhe sinal de que entre e fecha a porta, Não brinques, Não estou a brincar, terá de resolver hoje se quer ou não quer admitir o Achado em casa, sabe que, se entra, entra para sempre, O Constante também entrava quando lhe apetecia, Sim, mas o mais normal era preferir a independência da casota, ao passo que este, se não me engano, precisa tanto de companhia como de pão para a boca, Essa razão parece-me boa, disse o oleiro.

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A Caverna by José Saramago


by John
4.5

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